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O mito da juventude eterna.

O medo de envelhecer e a busca pela juventude eterna: estamos todas ficando iguais?

Você já teve a sensação de que todo mundo está com a mesma cara? Pele lisíssima, boca carnuda, nariz arrebitado... e zero expressão? Nós também!

Se você passa um tempo no Instagram ou TikTok, provavelmente já se pegou comparando fotos e pensando: "Mas essa não era aquela atriz ou é a influencer que sigo?" A verdade é que a explosão dos procedimentos estéticos tem criado um fenômeno curioso: a padronização dos rostos. Com tanta pressão para parecer jovem a qualquer custo, estamos cada vez mais parecidas... só que com menos identidade.

Mas o que está acontecendo? Bom, o mercado da estética está em pleno vapor. O Brasil é o segundo país no mundo em número de procedimentos e cirurgias plásticas, perdendo apenas para os EUA. Entre preenchimentos, harmonização facial e toxina botulínica, as clínicas estão sempre lotadas. E as redes sociais têm um papel enorme nessa história. Quando vemos celebridades e influencers exaltando cada "ajustezinho", fica difícil não sentir aquela vontade de experimentar também.

Mas peraí, envelhe-SER não pode ser sinônimo de algo a ser combatido!

A gente quer viver mais, certo? Quer ter saúde, autonomia, vitalidade. Mas também seria legal poder querermos ser reconhecidas no espelho e que nossas histórias e experiências se reflitam na nossa expressão. Rugas não são defeitos, são marcos de tudo o que vivemos. Linhas de expressão? Ora, sinal de que rimos, choramos, sentimos. O problema não está em fazer um procedimento ou outro, mas na obsessão por esconder a passagem do tempo, como se envelhecer fosse um fracasso.

E aqui entra a meno(s)pausa que tanto falamos, esse período tão mal compreendido. Ele não é um ponto final, mas uma nova fase, cheia de possibilidades. O corpo muda? Sim. A pele muda? Sim. Mas também muda nossa percepção sobre o que é beleza, o que é ser mulher, o que é ter poder sobre própria imagem. Por que o medo de envelhe-SER é maior do que a vontade de viver plenamente essa etapa?

E não podemos ignorar que essa corrida pela juventude eterna tem um custo alto. Primeiro, o financeiro: procedimentos não são baratos. Segundo, o emocional: a insatisfação com a própria aparência muitas vezes só aumenta porque a busca pela perfeição é um caminho sem fim. E por fim, o social: quem pode pagar faz e, quem não pode, se sente excluída, inadequada. Como se envelhe-SER de forma natural fosse um privilégio reservado a poucas.

A verdade é que a sociedade nos ensinou que nossa relevância está diretamente ligada à nossa aparência. Mas e se começarmos a mudar essa narrativa? E se, ao invés de temer a passagem do tempo, celebrássemos cada nova fase? O que podemos fazer para nos sentirmos bem, sem abrir mão de quem somos? Menopausa pode ser tudo, meno(s)pausa, lembra?!

Isso não significa que devemos ignorar os avanços da estética ou demonizar procedimentos. Se algo te faz sentir bem, vai lá e faz! Mas que seja uma escolha consciente e não uma imposição social. Vamos buscar um meio-termo entre autocuidado e aceitação, entre bem-estar e pressão estética.

Envelhe-SER é um privilégio. Ter rugas significa que vivemos, que sentimos, que acumulamos histórias. Que possamos olhar para o espelho e nos reconhecer, com ou sem botox, mas sempre com autenticidade. Afinal, a beleza real não está na pele lisa, mas na história que ela conta.