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Vamos falar sobre névoa mental?

Você entra na sala e… puf… esquece o que ia pegar. No meio do jantar, a palavra “colher” desaparece magicamente, e você fica encenando uma mímica improvisada. Ou então, multitarefas — que antes eram seu superpoder — agora parecem “Missão Impossível 2”. Calma, você não está ficando “esquesita”. Isso tem nome: nevoeiro (ou névoa) mental, um daqueles sintomas da menopausa que ninguém te contou, mas que muita gente vive calada.

A história começa com um caso real: a neurologista Gayatri Devi, em Nova York, quase diagnosticou uma paciente com Alzheimer. Só descobriu depois que a verdadeira vilã era a queda brusca de estrogênio na menopausa. Sim, o mesmo hormônio que já te fez chorar com comerciais de margarina agora está por trás desses “apagões” cognitivos. E não é drama: estudos mostram que 60% das mulheres na perimenopausa ou menopausa sentem essas mudanças — algumas tão intensas que até assustam, outras mais sutis, mas suficientes para você se perguntar: “Será que estou ficando velha?”.

A resposta é não é sobre isso. O que acontece é que o estrogênio, além de regular ciclos e calorões, é o melhor amigo do seu hipocampo — a área do cérebro que organiza as memórias. Quando ele dá uma de Houdini e desaparece, seu cérebro vira uma gaveta bagunçada: você sabe que a informação está lá, mas… onde? E tem mais: fogachos noturnos (aqueles calorões que te fazem acordar encharcada) e noites mal dormidas são cúmplices nesse crime. Imagine tentar lembrar algo com o sono de quem passou a noite trocando pijama? É como correr maratona de salto alto.

Ah, e não podemos esquecer da ansiedade e das mudanças de humor, que também adoram dar as caras nessa fase. É um círculo vicioso: você se estressa porque esqueceu o nome do filme, o estresse piora a memória, e… boom! Parece que seu cérebro virou um aplicativo travando. Mas aqui vai um segredo: dá para virar o jogo.

Comece com o básico: alimentação. Ômega-3 (salmão, chia, nozes) é como gasolina premium para os neurônios. Frutas vermelhas? São o “limpa-neblina” natural, cheias de antioxidantes. Movimento também ajuda — nem que seja uma caminhada curta, porque suar por exercício é bem diferente de suar por fogacho! E falando em suor, cuide do sono: uma noite bem dormida é como reiniciar o computador cerebral. E, caso não consiga só com a alimentação, converse com seu médico sobre a suplementação - pode ser o passo que você precisa dar.

Ah! E aqui vai o recado mais importante: isso passa! O nevoeiro mental não é forever, e você não está sozinha. Quantas mulheres por aí riem (ou choram) ao esquecer a palavra “garfo” no almoço em família? A diferença é que, agora, você sabe que há causas — e soluções.

Então, da próxima vez que seu cérebro der um curto-circuito, respire. Em vez de se cobrar, lembre-se: menopausa não é defeito, é fase.